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VIOLÊNICA
Multilação Genital Feminina
Multilação genital (extirpação parcial ou total dos órgãos genitais femininos sem o uso de
anestesia).
É a prática em meninas de diversos países da Ásia, África e em muitas
comunidades islâmicas nos EUA e no Canadá, por exemplo, como forma de controle
sexual, para impedi-las de sentir prazer.
Pena de Morte e apedrejamento de mulheres adúlteras
As duas determinações são previstas em leis de diversos países islâmicos.
Mulheres que ficam viúvas são incluídas no ritual de cremação do marido (ou seja, morrem queimadas).
Isso ocorre na Índia em algumas comunidades.
Condições para a mulher dirigir carro na Arábia Saudita (conquista recente)
É proibido ter mais de 40 anos de idade, dirigir somente em determinados
horários e ter sempre um celular ligado dentro do veículo.
Infanticídio na China
Muitos bebês do sexo feminino são assassinados (forma de controle demográfico)
A queniana Seita chora após ter o clitóris extirpado em ritual de entrada para a
adolescência
PUNIÇÃO: ÁCIDO NO ROSTO
A MISTURA VICIOSA SE ESTAMPA NO ROSTO DAS MULHERES ATACADAS COM ÁCIDO PELOS MARIDOS OU PAIS
MUÇULMANAS QUE OUSAM SE REGELAR CONTRA AS TRADIÇÕES TÊM AS FEIÇÕES DESFIGURADAS.
Isso acontece em Bangladesh e vem sendo um crime cada vez mais comum. As vítimas são quase sempre garotas pobres que recusam
casamentos arranjados, investidas sexuais ou a clausura que lhes querem impor os pais ou maridos.
Pelo equivalente a 60 centavos de dólar, qualquer homem contrariado em seu machismo ou sua visão tacanha de mundo pode comprar
ácido sulfúrico. A substância corrói a pele e os músculos das vítimas. As queimaduras
causam morte em algumas. Muitas ficam cegas ou surdas. E quase todas acabam rejeitadas pela própria família- desfiguradas,
dificilmente se casarão. Dote e herança da família do noivo habitam os sonhos da maioria dos pais de meninas, sobretudo nas
áreas rurais. As mulheres são, nesse meio, vistas como mercadoria com pouca perspectivas de trabalho ou estudo. O índice de analfabetismo,
que entre os homens já é grande, 50%, chega a 74% entre as mulheres.
Não bastasse o trauma psicológico e a dor física, o destino mais provável das vítimas do ácido é a mendicância e o ocultamento
do rosto pelo resto da vida. A vergonha e o medo da represaria inibe muitas dessa mulheres de prestar queixa a polícia ou buscar ajuda. Com
isso, a barbárie tente a crescer. A impunidade contribui para que a prática se perpetue. Mesmo com a adoção, há quatro anos, de uma lei mais
rigorosa, apenas 10 criminosos foram presos. Ignorado durante muito tempo o problema só agora começa a ser conhecido no exterior.
Graças a programas de desenvolvimento criado pelo governo e apoiado por organizações humanitarias estrangeiras, nos últimos anos as mulheres
vêm conquistando mais empregos e uma pequena parcela já não tem no casamento a única chance de sobrevivência econômica. Esse avanço provoca a fúria
dos homens que teimam em vê-las como servas. Sinal de que as mudança precisam começar do berço.
Fonte: revista VEJA (Dezembro de 1999).